Do grego EKPHRASIS ( fora da frase), esta figura retórica é comumente definida enquanto transposição do objeto por meio da escrita, procedimento de escrita a partir de uma referência visual: o texto projetando a imagem de um quadro, real ou imaginário. Eu, entretanto, entendo que esta relação esta para muito além de uma função mimética (o que se poderia facilmente depreender do conceito acima), atingindo sim uma dinâmica texto/ imagem mais densa que superficial, e portanto mais subjetiva e analitica que puramente descritiva.
O conceito de ecfrase já é complicado o bastante para que eu teorize mais aqui sobre o tema. Digo complicado pela ausência de ensaios e estudos críticos que dele se ocupem, e que portanto amparem as idéias que sobre ele tenho. Nada melhor, portanto, que exercitá-lo e assim tentar explorar seus limites estéticos. O que vai neste blog não é exemplo de ecfrase, mas tentativa de aproximação do tema: exercício. O blog está, evidentemente, aberto a todo tipo de comentário e colaboração.
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